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Algarve Quer Saber o Que Caça, Rede de Recolha e Identificação de Patologias dos Animais Cinegéticos

O Algarve vai avançar com o levantamento das principais doenças que
afectam os animais cinegéticos da região. Uma informação essencial para conseguir
controlar as patologias e o estado sanitário de coelhos, perdizes, tordos, raposas,
javalis e outras espécies de caça.

A iniciativa da Federação de Caçadores do Algarve em parceria 
com a Direcção Regional de Agricultura do Algarve está orçada em 326
mil Euros. Uma verba financiada em 80% pelo INOVALGARVE, um Programa
Regional de Acções Inovadoras financiado pelo FEDER) cuja gestão está a cargo da
Comissão de Coordenação da Região do Algarve. A assinatura do convénio financeiro
vai ser realizada sexta-feira, dia seis de Dezembro, pelas 18.30h, no Pavilhão do
NERA na Zona Industrial de Loulé, integrado na programação da Feira da Serra.

Na prática, até Abril de 2004 técnicos, gestores de zonas de caça, caçadores, guardas
florestais e comunidade científica vão estar atentos ao terreno e recolher todos os
cadáveres de animais que encontrarem para posterior análise laboratorial. A ideia é
determinar exactamente as patologias e causas de morte dessas espécies.

Para garantir a rapidez e eficácia de toda a operação vão ser distribuídos pelos vários
agentes responsáveis pela recolha dos animais caixas térmicas e material higienosanitário.

Os cadáveres recolhidos serão depois enviados para 13 entrepostos
espalhados pela região, seguindo daí para pesquisa laboratorial. A acompanhar cada
animal vai estar uma ficha identificadora, onde constará também informação sobre as
condições, local, época do ano e condições atmosféricas existentes na altura da
recolha. Paralelamente vai proceder-se à realização dos censos dos animais existentes,
dos seus habitats e das condições ambientais e climatéricas de cada local.

A sistematização destas informações vai permitir perceber exactamente o que se passa
nas 145 zonas de caça do Algarve e permitir a adopção de políticas mais adequadas á
gestão do património cinegético regional.

A caça no Algarve gera actualmente cerca de 2 milhões de contos/ano e o interesse
económico da actividade continua a evoluir. Em 5 anos a área ordenada passou de 50
mil hectares para cerca de 220 mil ha . A maior parte das zonas de caça continuam a
ser associativas (108), mas a procura turística tem aumentado o que explica a
existencia já de 26 zonas turísticas. O restante espaço ordenado é ocupado por 10
zonas de caça municipais e uma social. A maioria destes locais está situada no
Sotavento, entre Tavira e Alcoutim.

Além desta Rede de Recolha e Identificação de Patologias dos Animais Cinegéticos
(RIPAC), o INOVALGARVE aprovou também seis outros projectos, num
investimento total de milhão e meio de Euros. As iniciativas passam por estudos para
a reconversão energética das unidades hoteleiras algarvias, a utilização de energia
solar nas escolas da região, campanhas de promoção e melhoria dos citrinos e
certificação ambiental de campos de golfe no Algarve. Projectos que já estão em
marcha e deverão ficar concluídos dentro de ano e meio.